Os bastidores da publicação de 1946 no Brasil

Edições publicadas pela SRF no Brasil desde 1960

Bestseller 1972

Summus Editorial

Self-Realization Fellowship

Self-Realization Fellowship 2009

 

As publicações de Yogananda, que há mais de há mais de 50 anos, sempre foram acessíveis no Brasil, viveram um "calvário"  - como é exemplificado por alguns adeptos de Kriya Yoga - quando a Self-Realization Fellowship confiou sua representação à editora Lótus do Saber.


Edição 2001 Lótus

1- O casal de sócios da editora, viajou à sede central e persuadiu os monges responsáveis pelo depto de publicações, a darem à sua empresa recém-aberta na época, a representação para imprimir alguns livros, incluindo a Autobiografia,  que passaram a vender em 2001.
Desde então os problemas começaram: o preço da Autobiografia aumentou expressivamente, os lançamentos esperados não chegavam, os livros de Yogananda não eram encontrados com a facilidade costumeira, entre outras questões apontadas, onde a resposta era sempre a mesma: "estão havendo problemas com a editora".

2- Finalmente, em 2004 ou 2005 - ocasião em que o contrato seria renovado - a Self-Realization encerrou a relação comercial com a representante.

3- Poucos meses depois, a Autobiografia chegava ao mercado através da Editora Sextante, e o preço do livro que custava antes R$ 70,00 a R$ 80,00, despencou para R$ 49,00. O "calvário" parecia encerrado e os leitores sentiam os benefícios com tais mundanças, sobretudo porque a Autobiografia é um livro frequentemente presenteado.

4- Entretanto, em 2006, a ex-representante da Self, aparentemente inconformada com a rescisão contratual, tentou impedir a circulação da Autobiografia ao requerer sua retirada do mercado, num processo contra a Sextante, acusando-a de publicar o livro com o mesmo conteúdo (?), alegando direitos autorais da capa (?) e prática de dumping com um preço "aviltante" (nas palavras deles), pedindo inclusive indenização. A Sextante se defendeu informando que a Lótus do Saber não tinha mais direito à publicação e estava inadimplente com a SRF. (Ver texto jurídico aqui)

5- Felizmente, as tentativas de prejudicar as publicações de Yogananda no Brasil, não tiveram êxito. Os livros continuaram acessíveis ao público. Outra distribuidora (a Omnisciência) também foi contratada, e só entre 2008 a 2009 foram lançadas várias obras inéditas, ¹ além de uma nova edição da Autobiografia, com o custo variando entre R$ 42,00 a R$ 46,00. Uma grande mudança positiva em tão curto intervalo de substituição da editora.

6- Como se não bastasse, na referida petição, o próprio sócio que além de músico, é advogado e foi redator das acusações - alegou em causa própria que antes da sua editora assumir em 2001,  a Autobiografia tinha uma "venda inexpressiva", mas contraditóriamente, afirmou que foi graças ao "trabalho musical dele", que Yogananda tornou-se conhecido (?!) e as técnicas de yoga "tomaram corpo" no Brasil. (?!)

Questiona-se se não foi o contrário: o "trabalho musical dele" é que teria se beneficiado, ao atrair uma grande clientela de  leitores e estudantes de Kriya Yoga, quando  interpretava os "cantos cósmicos de Yogananda" e posteriormente vendia suas obras. ²

É fato público, que há décadas Paramahansa Yogananda é conhecido no Brasil; os primeiros dos muitos Centros de meditação brasileiros foram criados no final dos anos 40, ³ antes ainda do lançamento da Autobiografia em portugues. E desde então o livro vem atraindo propagadores famosos como o Professor Hérmogenes, pioneiro e expoente máximo em Hatha Yoga, o renomado metafísico, filósofo e escritor, Humberto Rohden, Pierre Weil; os artistas Gilberto Gil, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, João Gilberto, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Lídia Brondi, apenas para citar algumas, entre inúmeras personalidades públicas de todas as áreas, além de numerosos escritores ou jornalistas como Eduardo Bueno, a apresentadora Márcia Peltier, entre outros.

7- Até que em 2007, a ex-representante encontrou uma solução para assegurar a "fatia do bolo" editorial em torno do famoso autor: traduziu  e relançou a primeira edição da Autobiografia de 1946, incompleta e desatualizada, criando polêmica sobre os direitos autorais, uma vez que esta só entrará em domínio público em 2023, e mesmo assim, o livro é impedido por lei de ser reimpresso, conforme assegura o Artigo 35: "Quando o autor, em virtude de revisão, tiver dado à obra versão definitiva, não poderão seus sucessores reproduzir versões anteriores".  (ver preceitos legais aqui) . O autor não só revisou inteiramente a versão de 1946, como introduziu numerosos acréscimos e mudanças numa versão em 1949 e na definitiva de 1951, tornando a original obsoleta. Ver aqui
Por isso, se nem seus sucessores diretos poderiam reimprimir o texto original, a editora Lótus indubitávelmente está na contra-mão da Lei brasileira. E embora sem pagar direitos autorais à ninguém, seu livro  continua mais caro que a Autobiografia completa de Yogananda, publicada pela SRF.

8- Mesmo assim, após se lançar no mercado de livros e expandir seus negócios respaldada na confiança e abertura da SRF, após perder a representação e litigar por direitos sobre a Autobiografia oficial, após revidar concorrendo com uma edição controversa até sob o ponto de vista legal; a editora culmina com o marketing da depreciação, para promover seus interesses em dividir o mercado consumidor: procura exaltar sua edição como a "original" sem as mudanças "após a morte do autor" e critica a própria Autobiografia que antes comercializava, desmerece as revisões editoriais feitas pela organização de Yogananda - que só aufere ganhos sobre as obras de seu fundador, exclusivamente para promover seu legado espiritual - e suprimiu no livro, o nome "Self-Realization Fellowship" em cada passagem onde o autor a citava. (ver aqui),

9- Para os que conhecem a idôneidade da obra de Yogananda, essas ações são contraditórias e refutadas à luz das próprias palavras do fundador, contudo, os que a desconhecem são induzidos ao engano, por isso, achamos por bem esclarecer inconsistências. A principal delas, é a de que "resgataram" o texto original da Autobiografia, no entanto, omitem que Yogananda a modificou substancialmente em 1951. Ver aqui

Surpreende que os sócios da empresa e, conforme propagavam - admiradores da SRF desde 1979 - só encontrassem "senões" em seu trabalho justamente ao perderam um contrato comercial. Em meio ao contrasenso, parecem ignorar todas as advertências do próprio Yogananda. Talvez fale por si mesma, essa resposta dele à um estudante, quando soube que este teceu críticas à sua organização:

    "Por favor, lembre-se de uma coisa: a Self-Realization Fellowship não depende dos erros de ninguém, pois está estabelecida na verdade e suas doutrinas devem ser  recebidas como tal.  Eu gosto de  críticas construtivas, mas as críticas ásperas feitas em público pelo mero prazer de fazê-las, vai contra as leis até mesmo da amizade mais simples."  (ver aqui)

Ou quem sabe a editora prefira induzir seus leitores à confusa conclusão de que Yogananda era falho em suas afirmações, quando ele profetizou:

    "A Self-Realization é um dos maiores movimentos espirituais já enviados para ajudar a humanidade. Foi abençoada pelos Grandes Seres – Mahavatar Babaji, Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar – em comunhão com Cristo e Krishna. A graça desses mestres não abandonou a Terra." (ver aqui)

 

Na próxima página são traçadas as inconfundíveis diferenças entre a edição de 1946 e a Autobiografia concluída por Yogananda, especialmente as modificações "antes" da sua morte.

  

¹- Alguns livros recém lançados: A yoga do Baghavad Gita, Assim Falava Paramahansa Yogananda, No silêncio do coração, entre outros. Atualmente há dezenas de livros de Yogananda disponíveis no mercado. Seu acervo completo pode ser encontrado na Distribuidora e Livraria Omnisciência.

²- Nas passagens da reedição brasileira de 1946, onde Yogananda declama os versos de seus "cantos cósmicos", em "nota do editor" o sócio se auto-promove: "conforme adaptação de Tomaz Lima". Contudo, sabe-se que que as referidas "adaptações" foram feitas pela SRF e não por terceiros, conforme impresso há anos nas publicações oficiais.

³- Um dos primeiros, dos muitos Centros de meditação ligado à Self, foi criado ainda na década de 40 em São Paulo. Seu fundador correspondia-se com Yogananda, e desde aquela época, monges da organização visitam o Brasil regularmente.  Ver aqui

 

 

Acréscimos de Yogananda na Autobiografia de 1951

Edição de 1946 - publicação ilegal no Brasil

História da composição Autobiografia

Manifesto de Alerta às livrarias e Consumidores

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