Edições antigas Autobiografia em portugues

Bestseller 1972

Summus Editorial

Self-Realization Fellowship

    Lótus do Saber 2001

Editora Sextante 2005

   

Lançamento 2009
Self-Realization Fellowship
http://www.yogananda-srf.org

Acervo no Brasil: www.omnisciencia.com.br

Autobiografia profetizada

Nos bastidores do livro

Lembranças de Daya Mata

Tara Mata - discípula que viabilizou o livro

Nova Autobiografia em 1951

A obra atualizada

 

 Autobiografia profetizada

A materialização da Autobiografia de um Iogue já havia sido profetizada há muito tempo. Lahiri Mahasaya, uma dentre as personalidades cruciais para o renascimento da  ioga na época moderna, previu: “Aproximadamente cinquenta anos após a minha morte, escrever-se-á um relato de minha vida, em virtude do profundo  interesse pela  ioga que surgirá no Ocidente. A mensagem da  ioga rodeará o globo. Ajudará a estabelecer a fraternidade entre os homens: uma unidade baseada na percepção direta do Pai Único.”

Muitos anos mais tarde, Swami Sri Yukteswar, discípulo de Lahiri Mahasaya, relatou esta profecia a Paramahansa Yogananda.“Você precisa fazer a sua parte na divulgação dessa mensagem e no relato escrito dessa vida sagrada”. (cap. 32)

Em 1945, exatamente 50 anos após Lahiri Mahasaya ter abandonado seu corpo, Paramahansa Yogananda concluía a primeira edição do livro, atendendo plenamente ambas instruções de seu guru:  fornecer a primeira apresentação detalhada, em inglês, da notável vida de Lahiri Mahasaya e introduzir a milenar ciência indiana da alma ao público mundial. (sobe)

Nos bastidores da criação do livro

Talvez alguns prefiram romantizar, imaginando que um sábio da envergadura de Yogananda assumiria sozinho a hérculea missão de escrever, traduzir, editar e revisar suas muitas obras, esquecendo que além de tudo isso, ele ainda palestrava, ensinava, e administrava sua organização (Self-Realization) com múltiplas atividades.  Mas justamente por ser um sábio, ele atraiu para si almas afins e colaboradoras, que trabalharam com afinco para preservar a integridade dos ensinamentos perenes dessa linhagem de mestres. Por isso, com o passar dos anos, os “milhares de leitores” da sua autobiografia tornaram-se milhões, como Paramahansa Yogananda previu. Depois da sua morte, em 1952, a Self-Realization Fellowship permaneceu fiel aos objetivos de seu fundador, expandindo seus ensinamentos por todo o mundo, e suas idéias continuaram se manifestando nas diversas áreas de conhecimento e atuação humanas, como educação, psicologia, medicina, administração e muitas outras, dando uma valiosa contribuição para a construção de valores éticos na vida das pessoas em geral. Conforme Lahiri Mahasaya previu há mais de cem anos, a mensagem da  ioga e sua antiga tradição de meditação realmente abraçaram o globo. (sobe)

A criação da Autobiografia de um Iogue foi um projeto no qual Paramahansa Yogananda trabalhou por um período de vários anos. Sri Daya Mata, uma de suas primeiras e mais próximas discípulas, ¹ relembra:

“Quando vim para Mount Washington em 1931, Paramahansaji  já tinha começado seu trabalho na Autobiografia. Uma vez, enquanto eu realizava algumas tarefas de escritório em seu estúdio, tive o privilégio de ver um dos primeiros capítulos que escreveu: o do ‘Swami Tigre’. Pediu-me que o guardasse, explicando que faria parte de um livro que estava escrevendo. A maior parte do livro foi escrita mais tarde, entre 1937 e 1945.”

De junho de 1935 a outubro de 1936, Paramahansa Yogananda viajou pela Índia, (passando pela Europa e pela Palestina) para estar com seu guru, Swami Sri Yukteswar, pela última vez. Enquanto estava na Índia, compilou muitos dados e  fatos para a Autobiografia, bem como histórias sobre alguns dos santos e sábios que conhecera, cujas vidas descreveria de modo tão memorável no livro.

Ao voltar aos Estados Unidos em  fins de 1936, começou a passar a maior parte de seu tempo no eremitério que havia sido construído para ele em sua ausência,  localizado em Encinitas, ao sul da costa californiana. Aquele lugar demonstrou ser ideal para a concentração necessária ao término do  livro que havia sido  iniciado alguns anos antes.

“Ainda lembro vividamente os dias passados naquele pacífico eremitério à beira do mar”, relembra Daya Mata. “Yoganandaji tinha tantas outras responsabilidades e compromissos que não podia trabalhar diariamente na Autobiografia; mas geralmente dedicava as noites ao trabalho no  livro, bem como qualquer momento livre de que dispusesse. Só no início de 1939 ou de 1940 é que conseguiu devotar tempo total ao livro. E era realmente tempo total – começava de madrugada e terminava de madrugada! Um pequeno grupo de discípulas – Tara Mata;² minha  irmã, Ananda Mata; Sraddha Mata e eu – estávamos presentes para ajudá-lo. Depois que cada parte era datilografada, ele a entregava a Tara Mata, que desempenhava a tarefa de redatora.

“Que preciosas  lembranças! Conforme escreveu, ele  revivia interiormente as sagradas experiências que registrava. Seu propósito divino era compartilhar a alegria e as revelações encontradas na companhia de santos e de grandes mestres e na própria percepção pessoal do Divino. Com  freqüência  fazia uma pausa, com o olhar elevado e o corpo imóvel, arrebatado no estado de profunda comunhão com Deus, denominado samadhi. O aposento  inteiro enchia-se com uma aura de amor divino tremendamente poderosa. Para nós, discípulos, o simples  fato de estarmos presentes nestas horas significava a elevação a um estado superior de consciência. (sobe)


Tara Mata: a discípula empenhada na publicação do livro

Tara Mata  ficou então com a responsabilidade de encontrar uma casa editora. Paramahansa Yogananda conhecera Tara Mata em 1924, ao fazer uma série de palestras e aulas em San Francisco.

Dona de rara percepção espiritual  interna, tornou-se parte do pequeno círculo de discípulos mais avançados. Suas habilidades de compilação e redação eram tidas no mais alto apreço por Paramahansaji, que costumava dizer que ela possuía uma das mentes mais brilhantes que conhecia. Ele apreciava o vasto conhecimento dela e sua compreensão da sabedoria das escrituras indianas, observando em certa ocasião:

    Ela é a melhor editora do País, talvez de qualquer outro lugar. Além de Sri Yukteswarji, meu grande guru, Tara Mata é a pessoa com quem mais apreciei conversar sobre filosofia indiana.”

Tara Mata  levou o manuscrito para Nova  Iorque, mas encontrar uma editora não foi tarefa fácil. Como ocorre com freqüência, a verdadeira envergadura de uma grande obra nem sempre é reconhecida pelas pessoas convencionais. Devido ao despertar da era atômica, havia uma ampliação da consciência coletiva humana, com a compreensão crescente da sutil unidade da matéria, energia e pensamento. Apesar disso, os editores daquela época não estavam preparados para capítulos como “Materialização de um palácio no Himalaia” e “O santo de dois corpos”!

Durante um ano, Tara Mata viveu num pequeno apartamento parcamente mobiliado, sem calefação ou água quente, enquanto percorria as casas editoras. Finalmente, um dia pôde enviar um telegrama com boas notícias. A Philosophical Library, respeitada editora nova-iorquina, tinha aceito publicar a Autobiografia. Um pouco antes do Natal de 1946, os tão esperados  livros chegaram a Mount Washington.

    “É impossível tentar descrever o que Tara Mata  fez pelo  livro. Se não fosse por ela, o livro nunca teria ido adiante”, disse Paramahansa Yogananda. ³

A obra foi saudada pelos leitores e pela imprensa mundial com uma torrente de elogios. “Jamais houve, em inglês ou em qualquer outra  língua, algo como esta apresentação da  ioga”, escreveu a Columbia University Press em sua publicação Review of Religions. O New York Times proclamou: “Um raro relato.” A revista Newsweek registrou: “O livro de Yogananda é mais uma autobiografia da alma do que do corpo (...) É um estudo fascinante, comentado com clareza, de um modo de vida religioso, engenhosamente descrito no exuberante estilo oriental.”  (sobe)

Uma nova Autobiografia modificada e publicada em 1951 (veja aqui um exemplar histórico)

 

Uma segunda edição foi rapidamente preparada, e, em 1951, uma terceira. Além de revisar e atualizar partes do texto, bem como eliminar passagens que descreviam atividades e planos da organização que já não se aplicavam, Paramahansa Yogananda acrescentou um último capítulo – um dos mais longos do livro – abrangendo o período 1940-1951. Numa nota de rodapé no novo capítulo, escreveu:

    “Muito material novo do capítulo 49 foi acrescentado na terceira edição do  livro  (1951). Respondo, neste capítulo, a várias perguntas sobre a Índia, a ioga e a filosofia védica.”

     

Outras revisões feitas por Paramahansa Yogananda foram incluídas na sétima edição (1956), conforme descrição na nota da editora daquele ano:

 “A edição americana de 1956 contém revisões feitas por Paramahansa Yogananda em 1949 para a publicação de seu livro em Londres, Inglaterra, além de revisões  feitas pelo autor em 1951.

Em  ‘Nota da edição  londrina’, publicada em 1949, Paramahansa Yogananda escreveu:

"Os ajustes para a edição londrina do  livro deram-me a oportunidade de revisar e aumentar um pouco o texto. Além do novo material no último capítulo, acrescentei várias notas de rodapé, nas quais respondo a perguntas feitas pelos leitores da edição americana."

 “Revisões posteriores, feitas por Paramahansa Yogananda em 1951, deveriam aparecer na quarta edição americana  (1952). Naquela época, os direitos da Autobiografia de um Iogue pertenciam a uma casa editora de Nova Iorque. Em 1946, a editora tinha gravado todas as páginas do  livro em eletrótipos. Em conseqüência deste processo, até o acréscimo de uma vírgula exige que a chapa de metal da página inteira seja cortada e ressoldada com a nova frase contendo a vírgula em questão. Devido aos custos envolvidos no processo de ressoldagem das chapas, a editora não incluiu na quarta edição as revisões feitas pelo autor em 1951.

 “No final de 1953, a Self-Realization Fellowship (SRF) adquiriu da editora nova-iorquina todos os direitos da Autobiografia de um Iogue. A SRF reimprimiu o livro em 1954 e 1955 (quinta e sexta edições) mas, durante estes anos, outros compromissos impediram que o departamento de publicações da SRF assumisse a formidável tarefa de incorporar as revisões do autor aos clichês. Entretanto, o trabalho foi feito em tempo de ser incluído na sétima edição.”  Ver aqui as modificações de 1951   (sobe)

         

A obra atualizada

Na versão de 1951, P. Yogananda promoveu numerosas modificações, muitas novas notas de rodapés (algumas de até página inteira), fotografias, relatos inéditos ao longo de vários capítulos, incluindo o acréscimo do que ele chamou de "capítulo final: o período de 1940 a 1951". Posteriormente à sua morte, Tara Mata, editou pequenos trechos do livro conforme as instruções deixadas por seu guru, além de atualizá-lo com as informações sobre o mahasamadhi, as mudanças de sucessores na presidência da Self-Realization e a inclusão de novas fotos, como o famoso - "O último sorriso" - registrado minutos antes da morte de Yogananda, ocorrida em 07 de março de 1952. (Após o falecimento de Tara Mata em 1971, assumiu como editora-chefe, Mrinalini Mata, outra discípula de Yogananda e também treinada por ele para editar seu material  no futuro.
Desde então, a SRF permanece mantendo o livro atualizado e reimpresso para quase 30 idiomas. Entre essas atualizações, recebidas com entusiasmo pelos leitores, constam novas fotografias e depoimentos, melhoramento do índice, informações de lançamentos de outros livros inéditos, e similares. No Brasil, a coletânea completa de Paramahansa Yogananda, pode ser encontrada na Omnisciência(sobe)

Ilustração de algumas, das dezenas de idiomas disponíveis nos últimos 50 anos

 

                  Paramahansa Yogananda escreveu na Nota do Autor da edição de 1951:

“Fiquei profundamente comovido ao receber cartas de milhares de leitores. Seus comentários e o fato de que o livro foi traduzido em muitas  línguas, dão-me  incentivo para acreditar que o Ocidente encontrou nestas páginas uma resposta afirmativa à pergunta: ‘Pode a ciência da  ioga ter  lugar e valor significativo na vida do homem moderno?’”

Incontáveis depoimentos ao longo das últimas décadas, corroboram essa afirmativa. Nas últimas edições do livro são apresentadas diversas declarações de leitores contemporâneos, como as do David Frawley, especialista em estudos védicos que deu início à sua carreira inspirado na Autobiografia em 1971, ocasião em que também tornou-se estudante da Self-Realization Fellowship:

“Pode-se dizer que Yogananda é o pai da  ioga no Ocidente – não a mera ioga física que se tornou popular, mas a ioga espiritual, a ciência de Auto-realização, que é o verdadeiro sentido da ioga.”

Outro depoimento de David Frawley também presente no livro A Yoga do Bhagavad-Gita, recém lançado no Brasil:

" Yogananda é muito mais conhecido por sua Autobiografia de um Iogue, mas seu Gita é uma obra da mesma estatura e importância. O que a Autobiografia de um Iogue alcança no dominio da experiência humana, God Talks with Arjuna consegue como ensinamento completo para a vida espiritual. Em seu Gita, Yogananda aparece como um sábio do mais alto nível e um cientista espiritual, um avatar da Yoga para a civilização mundial que se aproxima. A marca desse trabalho, sem dúvida alguma, permanecerá ao longo das eras."

 

 

¹- Sri Daya Mata é a atual presidente da SRF, atualmente com 96 anos
²- Tara Mata ou Laurie Pratt foi a revisora pessoal de Yogananda em suas principais obras e  vice-presidente da Self de 1956 até 1971.
3- Na autobiografia de Um iogue e Sussurros da Eternidade, Yogananda agradece publicamente à Tara Mata (L.V.Pratt). A concretização de seus muitos livros só foi possível graças a colaboração quase "anônima" dessa discípula, e de Mrinaline Mata, (atual vice-presidente) que a substituiu após seu falecimento.   
(sobe)

             

 

Sri Daya Mata

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